Para finalizar nossa série, essa semana iremos abordar sobre o: Módulo de Elasticidade da correia; Durante o processo de fabricação são efetuados vários testes sobre os componentes e compostos das correias, deles originam dados e informações importantes que compõem a ficha técnica da mesma. A capacidade de absorver as deformações está diretamente ligada a composição e o material escolhido, para a cobertura ou preenchimento da carcaça das correias de polímeros sintéticos, as ligas virgens ou misturas geram diversos graus de dureza, e, por isso, são fatores que devem ser observados na escolha do tipo correto. Espaçamento do apoio no ponto de carregamento Na admissão do material, por uso, o que se usa é apoio de chapa lisa, porém algumas vezes o apoio de roletes é escolhido, nestes casos é importante observar o ponto de recebimento e o tamanho da área sem apoio de rolos, pois, o impacto do recebimento é fator direto na brevidade da vida da correia transportadora. E por fim, com essa publicação encerramos nossa serie de dicas para a escolha da correia transportadora e foco para aumentar a durabilidade. Fique por dentro do nosso blog para mais informações sobre diversos assuntos para que você fique antenado com o nosso mundo!
Série: Aprender para Cuidar
Em sequência, essa semana iremos abordar um aspecto fundamental no que tange a durabilidade das correias transportadoras de PVC e PU, que é a: Turbulência no ponto de carga; Após abordarmos a importância da utilização da maior área possível na admissão da carga, o assunto passa a ser o recebimento da mesma. Existem varias formas de admissão, ela é feita muitas vezes manualmente, muitas vezes por calhas de transferência (TRANSFER CHUTE) daí a origem da expressão “chute”, mas em todas elas a preocupação é maior com o acúmulo do produto na calha ou a eficiência do operador de abastecimento do que com a uniformidade da carga para o input da velocidade na correia transportadora. A velocidade da carga após o impacto é uma resultante dos seguintes fatores: A velocidade de impacto; A velocidade ao longo do chute; A pressão de impacto; O ângulo de atrito; E o ângulo de impacto; (Sendo os dois últimos fatores críticos para a velocidade resultante do material.) Resumindo, o ângulo de colisão somado ao de atrito podem chegar a anular a velocidade final do material a ser transportado, essa razão tem duas vertentes importantes no custo da manutenção; a produção esperada da esteira transportadora pode não ser atingida ou a correia pagará o custo da turbulência com um desgaste prematuro.Nosso time Baruck está apto e pronto para auxiliar nos projetos de admissão mais comuns como calhas, cochos, baias aquáticas, até mesmo nos projetos mais elaborados de transferência e admissão inicial! Deseja produtividade? conte com nosso time para elaborar seu projeto de transferência clicando aqui
Dia da Avicultura
O dia da Avicultura é comemorado anualmente no dia 28 de agosto e homenageia os criadores de uma importante cadeia produtiva de alimentos no país. Eles são responsáveis por uma atividade econômica enorme e de extrema importância, onde algumas ciências como engenharia, administração, zootecnia, veterinária, economia e até mesmo a biologia atuam para o melhor controle, a melhor pesquisa além de melhor qualidade da vida animal e também das carnes e ovos para o consumo. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) São Paulo é o maior produtor de ovos do Brasil, tem 30,9% da produção nacional, que pode alimentar mais de 60 milhões de pessoas por ano, levando em conta que o consumo per capta no país é de 212 ovos por ano. A carne de frango também é muito produzida no Estado, representa 9,47% da produção brasileira. Exportar também é uma prioridade para o setor que, em 2001, ultrapassou a barreira do bilhão de dólares com as exportações e apenas em 2010 a produção brasileira de carne de frango chegou a 12,23 milhões de toneladas, segundo dados da UBABEF. Segundo o levantamento mais recente de Estatísticas da Produção Paulista, do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta), existem 51 milhões de galinhas para ovos, que produziram mais de um bilhão de dúzias, bem como 591 milhões de cabeças de frango para abate, que geraram 1.3 bilhões de quilos em São Paulo, no ano de 2018. As produções de ovos e de carne de frango ficaram, respectivamente, em 6° e 5° posições do ranking dos principais produtos do Estado. Segundo o Valor da Produção Agropecuária (VPA) a avicultura rendeu em torno de R$ 6.5 bilhões em 2018, sendo que cerca de R$ 3.7 bilhões resultou da produção carne de frango e R$ 2.8 bilhões da produção de ovos. O número de diversos setores presentes na produção desta área, além do grande volume econômico, demonstra a importância e tamanho da mesma, fazendo com que a necessidade de melhores opções para os processos industriais seja iminente. É aí que nós da Baruck entramos em ação, com nossa linha completa fazemos parte das principais atividades, por exemplo; para abatedouros de frango e granjas de ovos. Somos gratos por todos os demais presentes nesta enorme cadeia de produção que nos proporcionam alimentos de qualidade nutritiva, além claro, de muito saborosos! Entre em contato para saber mais e conheça nossa linha especifica para o setor avícola através do Site Oficial! Além disso, acompanhe nossas redes sociais Instagram, Facebook para saber mais sobre o nosso mundo e o melhor em relação a tecnologia de qualidade. Pensou em produção, tecnologia e avanço; pensou na Baruck! Fonte: Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA)
Série: Aprender para Cuidar
Durabilidade das Correias Transportadoras: Dando sequência ao nosso assunto, essa semana iremos abordar mais dois aspectos fundamentais no que tange a durabilidade das correias transportadoras, iniciaremos com a: 3- Classe de Força das Correias; É fato que os fabricantes, em sua maioria, quando estão projetando o transportador não se apegam ao correto cálculo de durabilidade da correia, pois o desgaste desta é normalmente julgado e condenado pela acusação de má qualidade do fornecedor.Em muitos casos esse desgaste excessivo se inicia na fase de projeto do equipamento, quando na escolha da correia não observa a classe de força adequada e o resultado é uma correia com fator de segurança baixo, que acarreta a maioria dos problemas.A classe de força pode ser prevista através de um fator derivado da tensão de serviço, tensão de acionamento, fator de segurança (mínimo de80% e máximo de 120%) além também da largura da correia. Importante lembrar que você pode sempre consultar nosso time para determinar a Classe de força ideal da sua correia clicando aqui 4- Largura total disponível. É imprescindível que, ao determinar o tipo da correia, seja considerado a largura útil da mesma. Esse fator é determinante para a escolha do tipo adequado, caso não haja uma má observação nesta área que, pode ser pré determinada pelo chute de entrada, a concentração do material transportado pode causar desgaste excessivo e limitado, sendo assim por fim resultando na troca da correia.A Baruck produz soluções personalizadas para este tipo de demanda através das correias fora de padrão. Conheça já nossa linha linha completa! Além disso, acompanhe nossas redes sociais Instagram, Facebook e Site Oficial para saber mais sobre o nosso mundo e o melhor em relação a tecnologia de qualidade!
Dia do Feirante
No dia 25 de agosto comemoramos o dia do feirante, o importante profissional que trabalha com produtos da agricultura e leva alimentos que constituem a base alimentar brasileira até as mesas de todos no país. A data foi instituída em virtude da realização da primeira feira livre do Brasil, no ano de 1914, na cidade de São Paulo. A Feira atualmente é um dos maiores canais distribuidor de alimentos e representa para os produtores rurais, principalmente os hortifrutigranjeiros, uma importante conexão diretamente com o consumidor do produto, as centrais de abastecimento dos estados (CEAGESP, CEASA e outras) são paradas obrigatórias de todas as agroindústrias do pais, sua operação logística movimenta diversas empresas e sustenta milhares de famílias. A Baruck tem orgulho de participar da cadeia de fornecimento do hortifrúti, atuando na: Adubação (Esteiras para vagões de calcário, adubadeiras); Plantio (Plantadeiras e preparadoras, classificadores de semente); Colheita (Esteiras de colheita em campo, Hoppers (TM)); Classificação (Malhas classificadoras, Esteiras de seleção, esteiras de lavagem, esteiras de vídeo revisão). Nós do time Baruck estamos prontos para atender as necessidades até mesmo em campo! Pensou agro, pensou Baruck! Quer conhecer nossa proposta especial para o agronegócio? clique aquiFique por dentro do nosso Instagram, Facebook e Site Oficial!
Série: Aprender para Cuidar
CORREIA TRANSPORTADORA – DESGASTE DA COBERTURA SUPERIOR Neste primeiro post desta serie vamos abordar 2 principais fatores que se devidamente observados podem ampliar a duração da Correia Transportadora, e que vão servir para definição dos tipos de correias desde projetos até substituições por problemas na durabilidade, sendo eles; Composto de Cobertura e Ângulo de impacto do material. Quando se fala de correias transportadoras, uma das mais frequentes questões que todo usuário, projetista ou manutentor tem na ponta da língua é “Qual a durabilidade da correia?”. O que é pouco dito é sobre o fato de que temos formas e dicas para contribuir e impactar em relação a durabilidade, e não somente a qualidade da peça em si determina esse prazo. Uma correia bem dimensionada pode superar as expectativas de duração dos clientes, enquanto que uma correia sugerida com imperícia pode ocasionar desapontamentos e, o fato notório e que, esse não é totalmente oriundo da qualidade da mesma. 1- Composto de Cobertura A correta escolha do composto impacta diretamente na durabilidade das peças, material transportado, abrasividade, ataque químico e a temperatura de contato do material transportado são alguns dos fatores que determinam essa escolha. Na Baruck você conta com os compostos de cobertura abaixo: PU (Poliuretano) TPU (Poliuretano Termoplástico) PVC (Policloreto de Vinil) NBR (Borracha Nitrílica) NR (Borracha Natural ) PE (Polioefila) PET(Poliéster) CL (Couro) PUR (Borracha de Poliuretano) Conte com nosso time para ajudar no desenvolvimento do composto mais indicado para sua aplicação, caso seja esta sua necessidade atualmente clique aqui e entre em contato conosco. 2- Ângulo de impacto do material Um detalhe determinante para a correta durabilidade da Correia Transportadora é adequar a capacidade de transporte ao momento da admissão da carga que será transportada, o ângulo do chamado “Chute de Transferência” impacta na absorção do movimento, carga e posterior transporte. Esses fatores estão diretamente ligados a escolha da espessura da cobertura superior, as correias da Baruck possuem diversas espessuras e graus de dureza das coberturas, isso possibilita uma ampla gama de opções no momento da definição da correia. Quer saber mais ou deseja produtividade? Fique por dentro do nosso Instagram, Facebook e Site Oficial!
Emendas Mecânicas
Conforme prometido na matéria anterior ( referente a Emendas, Tipos e suas Especificidades ) daremos sequência desta vez falando sobre Emendas Mecânicas: São denominadas como Emendas Mecânicas todas as efetuadas com um ligador externo mecânico quando não é possível um empalme vulcanizado. As emendas mecânicas Baruck são aplicadas por meio de equipamentos especializados, específicos para empalmes e com isso garantimos uma maior precisão de esquadro e conseguimos ajustar a pressão do grampo para diâmetros muito baixos de cilindros. As Emendas Mecânicas em correias transmissoras de potência ou transportadoras em serviços leves e pesados, com ou sem abaulamento. Permitem abrir a correia no próprio local de trabalho para manutenção ou limpeza do equipamento, removendo somente o cabo de união da mesma. Contamos com Emendas manufaturadas em Aço inox que podem ter contato com água sem apresentar desgaste. Nossa equipe está preparada para aplicar esse tipo de emendas em nossas instalações ou em campo no equipamento do cliente. Problemas comuns com Emendas Como já mencionado, ao realizar a emenda na correia cria-se um ponto de fraqueza na composição da peça, e com isso nascem os problemas. Os rompimentos de emenda ocorrem por diversos motivos, abaixo vamos listar 3 principais: Ataque Químico Inobservância dos diâmetros mínimos de curvatura Temperatura de trabalho Ataque Químico Correias em aplicações de alta oleosidade, ataque ácido, ou excesso de abrasividade podem sofrer rompimento na emenda, sempre começando pelas laterais e, se não cuidados, levam ao rompimento total. Inobservância dos diâmetros mínimos de curvatura As correias tem em seus dados técnicos capacidades de curvatura máxima que variam de acordo com os modelos. Quando essa restrição de curvatura não é respeitada a composição da correia é danificada e, por consequência, o rompimento característico neste caso é um descolamento total das abas da emenda. Temperatura de Trabalho As correias são feitas de polímeros que possuem temperatura máxima de trabalho, quando a atingem, sofrem danos que alteram sua composição. A inobservância da temperatura máxima de trabalho ocasiona a queima do polímero no momento da vulcanização ocorrendo assim também o amarelamento dos compostos e posterior rompimento.
Crise na indústria têxtil Chinesa
Desde que o coronavírus foi descoberto, as atividades relacionadas a indústria foram afetadas. Vivemos um momento mundial único, embora na China tenhamos a experiência do SARS (em 2002 e 2003). O governo central chinês apelou à indústria têxtil, como a outras, com intenção de não comprometer a luta contra o vírus, causando a suspensão de atividades profissionais. Embora tenha um papel ativo na luta contra o famoso vírus, através das empresas mobilizadas para produzir as máscaras de proteção em tecido, o restante da produção foi bastante afetado. Recuperada de uma certa normalidade. Nas palavras de Zhang Tao, secretário-geral do CCPIT-Tex, o conselho chinês da indústria têxtil, vinculado ao ministério do Comércio, numa entrevista feita pelo site “FashionNetwork.com” em Paris; “É claro que esta crise continuará a ter impacto nas atividades a curto prazo, mas estou confiante de que haverá um regresso à normalidade a longo prazo. A estabilidade da cadeia de aprovisionamento internacional do têxtil é importante para as nossas empresas, mas também para os consumidores internacionais.” Na entrevista, quando questionado sobre a organização a fim de uma possível reabertura do comércio chinês, Zhang disse achar que para começar a retomar a normalidade serão necessários no mínimo seis meses, e que todos na China ainda esperam o pico da epidemia pois a mesma será um preludio de uma redução nas medidas de proteção. Como uma solução temporária podemos pensar em empresas chinesas na Ásia-Pacífico e filiais que poderão representar uma boa alternativa para clientes internacionais. A China tem fabricantes na Birmânia, Vietnã, Sri Lanka e outros. Mas, a longo prazo, o mesmo problema se repete. Porque para trabalhar, estas empresas são, no seu aprovisionamento, muito dependentes de fiadores e tecelões chineses.seu aprovisionamento, muito dependentes de fiadores e tecelões chineses. Também, outra solução temporária é o uso do que se possui em estoque, mas da mesma maneira, continua sendo uma solução por um período de tempo limitado. Por fim, tudo indica que provavelmente haverá uma demora na retomada das atividades economias do têxtil com normalidade, e consequentemente, mais um tempo de crise. Por um longo prazo é esperado um longo período de dificuldade, porém, com esperança de uma volta à normalidade devido a necessidade e importância da indústria para o mercado.
Emendas, Tipos e Suas Especificidades
A utilização de correias transportadoras PVC/PU fechadas vulcanizadas impulsionou as linhas de produção alcançando números nunca antes vistos. Porém, mesmo sendo uma ferramenta de evolução em produtividade ela apresenta um calcanhar de Aquiles em sua construção, as emendas. Existem diversos tipos e cada uma apresenta sua particularidade, tendo prós e contras para as aplicações. Desta forma podemos classificá-las e segmenta-las como indicadas ou não para o cenário de cada cliente. Elas podem ser divididas em: Emendas em Dedos; Emendas de Sobreposição; Emendas Em degraus; Emendas de Topo. Emendas em Dedo (Finger Splice) São em geral aplicados a correias que possuem um único elemento de reforço, versáteis, não apresentam sentido de rotação, os comprimentos dos dedos são calculados de acordo com a gramatura de trama. São executados de duas formas, empalmes de dedos simples ou dedos sobrepostos. Emendas de Sobreposição (Overlap Splice) Realizadas em correias de uma só lona ou espessura pequena, são geralmente escolhidas para emendas a quente ou a frio, em situações em que seja admissível a variação na espessura da mesma. Sendo que este método gera uma região de emenda mais áspera, grossa e rígida. Sempre será efetuado em paralelogramo, com ângulo de inclinação oposto ao ataque de 17º e acréscimo no comprimento do empalme de 0,3x largura da correia. Emendas em Degraus Este tipo é escolhido para correias de alma constituída por várias lonas com uma geometria em paralelogramo, de forma idêntica em suas várias camadas, obviamente o processo se torna mais trabalhoso conforme aumentam a quantia de lonas. A extensão dos degraus também é ajustada conforme o número de lonas, sendo maior quando aumentam quantidade de lonas. Emenda de Topo Nesse tipo as lonas são conectadas topo a topo com inserção de telas de continuidade e reforço, esse tipo de emenda somente será efetuado em ângulo e com reforço. Estas são as principais emendas realizadas por nosso corpo técnico. Fique por dentro do nosso blog pois em nosso próximo artigo falaremos sobre emendas mecânicas e os principais problemas decorrentes de mal realizações na função ou escolhas errôneas da mesma. Sempre compromissados com o conhecimento técnico e uma informação de qualidade para deixar você antenado com o mundo em que dominamos!
O cenário do couro em plena pandemia
Mesmo ocupando patamares secundários nas receitas da pecuária de corte, o couro verde (produto não-curtido) se tornou mais uma receita na hora de fechar as contas. Por ser uma renda oriunda da carcaça bovina, seu preço se equipara, aproximadamente, a 96% do valor do boi gordo e a atividade divide o pós abate com a extração de sebo e miúdos, outras fontes de renda muito bem aproveitadas pelo setor. Segundo a CIBC (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil) e a Secex (Secretaria de Comércio Exterior), instituições ligadas ao mercado coureiro e à exportação, respectivamente, o couro movimentou por volta de US$ 1,44 bilhão compilados em 448,7 toneladas no ano de 2018, o que gerou um efetivo interessante na economia brasileira e foi responsável pela manutenção e criação de diversos empregos nas diversas escalas de beneficiamento do produto. Na ocasião, os principais exportadores foram, respectivamente, China com 25,4%, Itália com 17,3% e Estados Unidos com 17,1% do total. Após a o desenvolvimento do couro sintético, a indústria do curtume vem sofrendo com uma pequena desvalorização de seus preços e desde o ano de 2019 também lida com a diminuta força de compra do consumidor nacional, já que uma crise econômica vaga pelo país há anos. Em 2014, o valor pago pelo quilo do couro abatido girava por volta de 8 vezes o valor do couro em abril de 2019, o que culminou na maior abertura do setor para o mercado externo em busca de melhores preços por suas mercadorias. Com mais de 80% dos produtos importados, o setor encontrou, literalmente, barreiras nas negociações fora do Brasil em meio ao cenário atual e restrições nas importações como consequência da pandemia que assola o ano de 2020. Além das exportações, o mercado do couro sentiu a parada na compra de seus produtos mais refinados, couros já beneficiados e comumente usados pelas indústrias automobilística e moveleira. Já o comércio do couro menos processado teve menores consequências na crise e manteve os níveis de produção e comercialização estáveis se comparado a meses anteriores. A situação acarretou numa maior aproximação entre variadas instituições do ramo no painel Novos Rumos no setor Coureiro-calçadista. Entre diversas propostas mencionadas, estava uma maior participação do governo, no intuito de disponibilizar maiores linhas de crédito às empresas. Porém, tal medida é dada como um simples fôlego para um curto espaço de tempo, já que projeções apontam uma volta gradativa da economia chinesa, a maior consumidora do couro brasileiro. Tal processo voltaria a viabilizar negócios com o país asiático, o que é geraria reflexos simultâneos no Brasil. Nas palavras do presidente executivo da AICSul, Moacir Berger, é possível notar as dificuldades atuais, a surpresa da crise e a esperança de retomar a produtividade em breve: “Essa pandemia, no meu modo de entender, chegou de surpresa, e é de surpresa que ela vai embora. E espero que consigamos conciliar o tempo entre a ciência e a economia, para que não se perca espaço e que a economia não perca sua importância.” Fonte: Exclusivo, Pasto Extraordinário e CIBC.